Levante de 1720 e a criao da Capitania
No dia 2 de dezembro de 2020, Minas Gerais completa 300 anos da criao da Capitania de Minas do Ouro, com autonomia administrativa e governo local, separada da Capitania de So Paulo e Minas do Ouro, que integrava desde 1709, data em que o governo portugus a retirou da Capitania do Rio de Janeiro. O ato de criao, em Alvar assinado pelo rei de Portugal, Dom Joo V (1707/1750), por solicitao do Conselho Ultramarino, rgo superior da gesto das colnias, era uma tentativa de pacificar e organizar o governo portugus na regio das Minas do Ouro, logo aps a sublevao que ocorrera neste mesmo ano, quando Portugal busca tornar mais regular e efetiva a cobrana do imposto sobre o ouro com a implantao das casas de fundio, onde um quinto do ouro era separado a ttulo de tributo, cobrado dos mineradores, proibindo-se a circulao do ouro em p, entre outras medidas relativas ao controle do comrcio e entrada de gneros alimentcios e outras mercadorias.
Com a Capitania, Portugal procura estabelecer um aparato administrativo, jurdico e militar, evitando novas resistncias e insurreies e maior rigor e regularidade na cobrana do quinto do ouro.  importante lembrar que o estudo do mundo colonial, e assim o foi com o regime implantado por Portugal no Brasil, deve considerar o que era o sistema colonial da era mercantilista, do que nos adverte Caio Prado Jnior, em Formao do Brasil contemporneo.
Rebelde desde os primeiros tempos, as Minas do Ouro tero, em toda sua histria, este ideal luminoso de independncia e liberdade que fez do Estado uma instituio decisiva da modernidade, diz Joo Antnio de Paula (Minas Gerais no Sculo XVIII). A presena e a organizao do Estado na regio das Minas, como tambm em todo o Brasil-Colnia, sempre foi frgil. Ser em Minas que pela primeira vez ir se estruturar, sob a tica da gesto colonial, o Estado na Colnia. E, justamente pelo ouro e a necessidade de controlar sua extrao e cobrar os impostos, os aparelhos de Estado sero autoritrios e coercitivos, com atuao discricionria, sem a dimenso democrtica ou de atendimento do interesse pblico. Ser, portanto, em Minas, que a coroa portuguesa vai impor o Estado no Brasil, conforme diz Francisco Iglesias (Minas e a imposio do Estado no Brasil, 1974). 
A rebeldia mineira com a sublevao de 1720  vista pelos historiadores como a primeira demonstrao de insatisfao com o regime colonial portugus e, para alguns, o surgimento do sentimento nativista na nao brasileira. Reaes e insubmisses ocorrero por todo o sculo XVIII, em vrias cidades, representando um trao marcante da Histria Colonial mineira, sempre destacado pelos historiadores que se dedicaram ao perodo IHH. Historiadores dos primeiros anos das Minas do Ouro relatam uma sociedade catica, desatinada e irreversivelmente rebelde, como mostram as sucessivas sublevaes, como em 1717 e 1718 em Catas Altas, e entre 1717 e 1718 em Pitangui, para onde tinham ido os paulistas fugidos do conflito emboaba, em 1736 com os chamados Motins do Serto, entre 1761 e 1783 nas duas Inconfidncias de Curvelo e, em 1775, em Sabar. Em 1789 ocorre a Inconfidncia Mineira, a de maior repercusso, que enforcou Tiradentes e condenou seus principais lderes a degredos na frica. Em Pitangui, tambm em 1720, ocorre rebelio similar  de Vila Rica, em protesto contra o quinto do ouro, liderada por Domingos Rodrigues Prado.
Sociedade rebelde e irrequieta por sua prpria origem e constituio, resultante da ocupao veloz e desordenada do territrio interior da Colnia na corrida pelo ouro, por aventureiros de variadas origem e espcie, j em 20 anos a regio das minas contava com mais de 20 ncleos urbanos, formados nos primeiros momentos da busca de ouro e pedras preciosas, a princpio, meros arraiais pobres mas, logo, cidades de maior porte. Mas ainda com estamentos sociais em formao, economia predatria e sem regulao, governos e normas de convivncia social ainda incipientes. Nos anos de 1707 e 1708 d-se a Guerra dos Emboabas, assim chamados os reinis, em que os paulistas, primeiros ocupantes do territrio, se opem a outros forasteiros que chegavam em busca do enriquecimento e competiam na posse das reas de minerao e em negcios que sustentavam a atividade. 
Ocorreram verdadeiros combates e morticnios iniciando por um conflito em Caet, passando por Santa Luzia e Sabar, Cachoeira do Campo e Vila Rica e, por fim, na Comarca do Rio das Mortes, em So Jos del-Rei, hoje Tiradentes, e em So Joo del-Rei, onde cessou a resistncia paulista aps o episdio do Capo da Traio, em que cerca de 300 paulistas teriam sido mortos. Bando armado de emboabas derrotou sucessivamente os paulistas, em combates verdadeiros. O governo portugus cria ento a Capitania de So Paulo e Minas do Ouro, em 1709, e nomeia governador, Antnio Albuquerque Coelho de Carvalho, experiente e conciliador, que consegue uma breve pacificao da Colnia. Em 1711, em outra medida destinada a reduzir conflitos e estabelecer maior controle administrativo, cria as primeiras trs vilas, Vila Rica, Ribeiro do Carmo (Mariana) e Sabar.
Mas impunha-se a necessidade de disciplinar a cobrana do imposto, o quinto do ouro extrado e que teria que ser quintado nas casas de fundio, que seriam instaladas em vrias cidades. Nomeia com esta misso, em 14 de setembro de 1717, para o governo da Capitania, a Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal, 3 conde de Assumar e 1 marqus de Alorna, funcionrio graduado do governo portugus. Assumar sucedia a Dom Brs Baltazar da Silveira, que estava no cargo desde 1711. E instala-se em Mariana, aps tomar posse em So Paulo, e ocupa o casaro anexo  Igreja de So Francisco, at hoje conhecido como Palcio de Assumar, edificao contgua  Igreja de So Francisco, na Praa Minas Gerais. Trazia como principal misso organizar o governo colonial e, principalmente, disciplinar a cobrana do quinto do ouro, a ser pago por todos os mineradores que realizavam a extrao do ouro.
Entre os dias 28 de junho e 16 de julho de 1720, sublevaram-se Ribeiro do Carmo e Vila Rica, uma resistncia dos potentados locais, todos portugueses que tentavam manter seu poder diante do governador que trazia o compromisso de estabelecer o poder da Coroa Portuguesa. No estamento colonial, os vassalos tinham que obedecer as ordens do rei Dom Joo V. 
Os principais lderes da rebelio eram Pascoal da Silva Guimares, Manoel Mosqueira da Rosa, frei Vicente Botelho e frei Francisco de Monte Alverne. Felipe dos Santos Freire, portugus de Cascais, trabalhava para Pascoal, tido como o homem mais rico da Capitania. Freire chegara a Vila em 1713 e trabalhou como almocreve ou mulandeiro, transportador de mercadorias, atividade importante na nascente Vila Rica. No era o principal cabea do levante mas um agente de Pascoal e atuou em todas as agitaes e tentou a ltima resistncia, razo pela qual recebeu a maior punio. Pascoal chegara em Minas por volta entre 1701/1702, vindo do Rio. Tornou-se mascate em Vila Rica e logo entrou na busca de ouro, junto com o frei Francisco Menezes. Em pouco tempo enriqueceu com o ouro e o transporte de mercadorias. Adquiriu e reativou as lavras dos Irmos Camargos, em Ribeiro do Carmo, de onde extraiu muito ouro. Assenhorou-se de lavras nos morros que circundam Vila Rica, criando o arraial ento chamados de Ouro Podre, hoje conhecido como Morro da Queimada em razo do fogo com que Assumar mandou queimar as casas de Pascoal. Sero estas encostas da Serra do Ouro Preto, do macio do Espinhao, aurfero em toda a sua extenso, que atrairo centenas de aventureiros.
Grupos armados, declarados revoltosos, vindos dos morros, em sua maioria mineradores e seus empregados, alguns mascarados, saram s ruas, amedrontando a populao. Invadiram e incendiaram a residncia do ouvidor-geral da Comarca, Martinho Vieira, figura detestada pela comunidade que, por pouco, escapou de linchamento. Os revoltosos assinaram um documento extenso, com 15 itens, em que falavam pelo povo de Ribeiro do Carmo e Vila Rica, pediam a suspenso das casas de fundio, onde o ouro era transformado em barras e retirado o quinto como imposto devido ao rei, que no fosse consentido em contrato novo algum, que se pague o registro da Borda do Campo pelo desconforto que d para quaisquer cargas, que as companhias de Drages comam a custo de seus soldos e no  custa dos povos. E protestavam contra os impostos pagos, que consideravam extorsivos, relativos aos contratadores e os dzimos do comrcio, de gneros e mercadorias. Pediram ainda que fossem freados abusos cometidos pela Cmara Municipal criada em 1711 (Histria de Minas Gerais, 1961, Joo Camillo de Oliveira Torres). Em Mariana, Assumar fingiu concordncia, chegou a assinar o documento de reivindicaes mas retirou-se para Vila Rica, onde chegou a 16 de julho de 1720, junto com vrias pessoas de Vila do Carmo e uma companhia de Drages, tropa paga criada em 1719, armando sua resistncia. 
Em Vila Rica instalou-se em antigo casaro, hoje denominado de Palcio Velho, residncia de Henrique Dias, de que hoje s restam alguns paredes em runas, em regio que tem esse nome, prximo ao Bairro de Antnio Dias. O Palcio dos Governadores, hoje pertencente  Escola de Minas da UFOP, s foi construdo a partir de 1747. Vila Rica tornou-se ento a capital da Capitania e o Palcio da Praa Tiradentes sediou os governos mineiros, nos regimes colonial, imperial e parte do republicano, at 1897, quando a capital mudou para a nova capital, Belo Horizonte.
Agindo com rigor, organizando sua reao, sentindo-se seguro, Assumar j determinara a priso dos lderes do levante, inclusive os mineradores mais importantes das minas. Fechou as entradas de Vila Rica. Queimou propriedades de Pascoal da Silva Guimares e casas de mineradores, expulsou os padres solidrios com o levante. No Morro da Queimada, em longa extenso, de Ouro Preto a Mariana, ainda existem paredes de pedra de antigas casas, reminiscncias de mundeos para lavagem e separao do ouro e muitas entradas de minas e seus sarilhos, usados para ventilao de tuneis, especialmente nos Morros de Santo Antnio e Gog, nas divisas entre as duas cidades. 
Felipe dos Santos Freire tentou, em Cachoeira do Campo, com alguns revoltosos, armar uma reao contra o Conde de Assumar e em favor de Pascoal da Silva Guimares. Preso, foi executado sumariamente em Vila Rica quando deveria ter sido julgado por uma Junta da Justia em razo de sua condio de homem branco e livre. Sua execuo ocorreu em ato pblico, com Assumar reunindo o povo em Vila Rica para assistir ao seu suplcio. H pontos controversos sobre sua priso e execuo e mesmo sobre sua liderana no movimento. Mas a repercusso do levante e a memria de sua execuo pblica o tornou um mito e passou  histria brasileira como heri nacional e revolucionrio em favor da liberdade e contra a tirania da gesto colonial portuguesa.
O episdio de 1720  abordado por todos os historiadores brasileiros. Roberto Southey, em Histria do Brasil, de 1862, lhe dedica trs pginas. Em 1880, em Histria da Amrica Portuguesa, de Rocha Pita,  relatado com destaque para o suplcio de Felipe dos Santos. O episdio, passou a ser relatado, especialmente pelos autores mineiros, como momento importante na construo da nacionalidade e de exaltao da conscincia de rebeldia perante o opressivo regime colonial, diz a historiadora Laura de Mello e Souza. Couto de Magalhes, em Um episdio da histria ptria  1720, publicado em 1860, diz que a extino das casas de fundio parece nada mais ser do que um pretexto. Havia j nessa luta uma aspirao muito pronunciada para a independncia. Completo e atual relato da Rebelio de 1720, fatos e personagens, est em A revolta de Felipe dos Santos, de Alexandre Torres Fonseca (Histria de Minas Gerais  as Minas setecentistas, 2007, organizadores: Maria Efignia Lage de /Resende e Luiz Carlos Villalta). Relato igualmente detalhado encontramos em Vila Rica de motins: a revolta de 1720 e a construo da poltica no espao urbano, de Luciano Figueiredo, em Poderes e lugares de Minas Gerais, de 2013.
Assumar permaneceu em Vila Rica at setembro de 1721, quando retornou a Portugal e responde a processo sobre os acontecimentos em Minas, sendo substitudo pelo governador Loureno de Almeida. A presena de Assumar se tornara difcil em funo dos acontecimentos e as inimizades que despertara com a represso aos sublevados. Permaneceu por vrios anos em ostracismo at que, em 1744, foi nomeado vice-rei das ndias, onde ficou at 1751. Morreu em Cascais, Portugal, em 1756, em condies financeiras difceis embora tenha prestado vrios servios  Coroa, como afirma em cartas ao rei, Dom Joo V.
Em cartas enviadas a amigos, Assumar demonstra conscincia de que tinha agido com rigor mas procura explicar sua conduta dizendo que se viu obrigado a proceder sumariamente ao castigo dos lderes da insurreio, como o suplcio pblico de Felipe dos Santos e a priso de outros sediosos, mesmo alguns mais abastados, mineradores e comerciantes da regio. Tentou justificar-se em cartas que enviou ao ouvidor de Vila Rica e ao governador da Capitania do Rio de Janeiro, Ayres Saldanha Albuquerque e Noronha. Na carta que envia ao ouvidor, a historiadora Heloisa Starling (Ser republicano no Brasil  a histria de uma tradio esquecida, 2018), faz uma revelao bombstica: a pauta de reivindicaes da Sedio de Vila Rica escondia um projeto de repblica. Tomava corpo entre os rebeldes de Vila Rica a auto percepo de que poderiam governar a si mesmos  sua prpria maneira, escreveu Assumar, usando o termo repblica para nomear a engrenagem que assegurava a marcha da sedio. 
A Ayres Saldanha, aps discorrer sobre a insurreio e justificar o rigor da represso, Assumar afirma que estava em preparao em Vila Rica um projeto de repblica, inspirado no modelo das cidades italianas, especialmente em Veneza, do final do sculo XV e incio do sculo XVI. Escreveu Assumar que segundo o que se vai averiguando, a repblica que os cabeas queriam formar de 24 pessoas era com o fim de se dar as mos com esta cidade (Rio de Janeiro) e levantarem-se para fazerem porto franco aos estrangeiros para que el-rei os no castigasse evitando-lhe os portos do mar e o comrcio. Adverte a historiadora que o conde, com o objetivo de defender-se, possa ter exagerado no uso do termo repblica que,  poca, dispunha de um coeficiente dinmico e seu campo semntico se mantinha em pleno movimento nas circunstncias da conjuntura poltica da colnia. Levanta ainda a hiptese de que a ideia de repblica podem ter surgido em Vila Rica nos primeiros anos do sculo XVIII, aportando na regio, graas  migrao de colonos pernambucanos que debandaram para Minas. E que alguns deles tambm deviam estar empenhadssimos para tentar escapar do acerto de contas poltico e da represso rgia desencadeada pelo governador de Pernambuco, Felix Pacheco, em 1712, em represlia s duas sedies civis que levantaram a Capitania, entre 1710 e 1711.
Atribui-se ao conde de Assumar o Discurso histrico e poltico sobre a sublevao que nas Minas houve no ano de 1720  No fim do qual se expendem as razes que o Excelentssimo Senhor Conde-General teve para proceder sumariamente ao castigo, publicado anos depois em Portugal. Texto annimo mas vrias circunstncias e anlises mostram que o texto teria sido elaborado a seis mos, por Assumar e dois jesutas que o acompanharam na estada em Minas, Jos Mascarenhas e Antnio Correia. Trata-se de uma pea poltica, de elaborao erudita, que procura explicar e justificar a represso adotada pelo Conde contra os revoltosos de Vila Rica e Ribeiro do Carmo. 
Em 1994, a historiadora Laura de Mello e Souza publica estudo crtico do Discurso na Coleo Mineiriana da Fundao Joo Pinheiro. O documento viera a pblico, anteriormente, por duas vezes, divulgado entre 5 e 19 de fevereiro de 1898 no Minas Gerais, rgo da Imprensa Oficial de Minas Gerais, com comentrios de Jos Pedro Xavier da Veiga, ento diretor do Arquivo Pblico Mineiro em Ouro Preto e autor de Efemrides Mineiras, preciosa fonte para a Histria de Minas. Xavier da Veiga revela que o documento fora adquirido em Lisboa, em 1895, durante leilo da biblioteca do conde Linhares, quando se tornou conhecido. O texto tem duas partes: a primeira descreve os episdios relativos ao Levante de Vila Rica e a execuo de Felipe dos Santos e, o segundo, justifica a necessidade da execuo, sem julgamento e procura explic-la.
O Discurso  fonte de conhecimento de vrios aspectos da vida colonial mineira nos primeiros momentos da ocupao territorial, constituindo, segundo Laura de Mello e Souza, um dos mais importantes documentos do sculo XVIII luso-brasileiro, matriz de todas as narrativas sobre o levante como tambm para todos os que se interessam pelos aspectos polticos e sociais de nossa histria. O Discurso, longo e com elevada qualidade terminolgica, tambm gerou muitas anlises, estudos e controvrsias na literatura histrica brasileira.
Um trecho, em especial, sobre a Minas nascente e os mineiros,  amplamente lembrado e publicado: Das minas e seus moradores bastava dizer (...) que  habitada de gente intratvel, sem domiclio, e ainda que est em constante movimento,  menos inconstante do que os seus costumes: os dias nunca amanhecem serenos: o ar  um nublado perptuo; tudo  frio naquele pas, menos o vcio, que est ardendo sempre. Eu, contudo, reparando com mais ateno na antiga e continuada sucesso de perturbaes que nela se veem, acrescentarei que parece que a terra evapora tumultos; a gua exala motins; o ouro toca desaforos; destilam liberdades os ares; vomitam insolncias as nuvens; influem desordens os astros; o clima  tumba da paz e bero da rebelio; a natureza anda inquieta consigo e amotinada l por dentro  como no inferno. Laura Mello e Souza conclui sua anlise crtica dizendo que se procure igualmente ver no Discurso, em vez de um libelo monstruoso, um interessante tratado poltico da poca, manifestao peculiar de um universo que, como o luso-brasileiro, no foi prdigo em textos do gnero. Nasce a Capitania das Minas do Ouro como consequncia destes tempos conflitivos e tempestuosos e que, em 2 de dezembro de 2020, completa 300 anos. Em favor de Assumar resta o reconhecimento de que ter conseguido realizar a transio entre a anarquia iniciais das Minas e a consolidao da ordem, como diz Adriana Romero em Anarquia e caos na origem das Minas Gerais, em Poderes e lugares de Minas Gerais, de 2013. Enfim, estes acontecimentos convidam a uma reflexo histrica, analtica e crtica do tricentenrio do surgimento de Minas Gerais como unidade territorial, poltica e administrativa. Organiza-se a gesto municipal e Minas torna-se pioneira, em vrios aspectos, de uma sociedade predominantemente urbana.
