Ciclos do minrio de ferro e siderurgia
Desenvolver a indstria siderrgica em Minas foi uma natural e antiga aspirao do Estado, deixando de ser apenas exportadora de minrio de ferro sem qualquer transformao industrial. A luta mineira por esta pretenso tem na histria da Concesso Itabira Iron, no incio do sculo XX, um didtico exemplo logo no comeo do Ciclo do Minrio de Ferro. O episdio foi gerador de uma intensa e longa polmica durante quase toda a primeira metade do sculo XX. E Ouro Preto, pela Escola de Minas, exerce um importante protagonismo nos debates ento travados. Decisiva e marcante foi a condutado governador de Minas, Artur Bernardes, que sempre se destaco na defesa dos interesses do Estado na rea mineral. 
No governo do presidente Afonso Moreira Penna (1906/1909), mineiro de Santa Brbara, foi organizada a Comisso Geolgica e Mineralgica Nacional, presidida por Orville Delbert Derby (1851/1915), gegrafo e gelogo norte-americano, naturalizado brasileiro, eminente pesquisador das riquezas naturais do Brasil.
Foram criados trs distritos: o primeiro abrangia o Sul, especialmente a regio carbonfera, sob a direo de Paulo de Oliveira. O segundo compreendia o Centro do Pas, sob a direo do gelogo Lus Felipe Gonzaga de Campos e, o terceiro, todo o Norte, sob a chefia de Antnio Olinto Santos Pires, os dois ltimos ex-alunos e professores da Escola de Minas de Ouro Preto. Antnio Olinto viria a ser o primeiro governador de Minas com a Proclamao da Repblica, em 1889. Gelogo de amplo conhecimento e imensa experincia no estudo do subsolo mineiro, Gonzaga de Campos  autor de estudo que definiu e criou a expresso Quadriltero Ferrfero, obtido por linha imaginria que passa por Itabira, Rio Piracicaba, Mariana, Congonhas do Campo e Itana e que concentra a riqueza desta regio quanto  ocorrncia de jazidas de minrio de ferro.
Gonzaga de Campos elabora, em 1908, relatrio com uma avaliao das jazidas de ferro de Minas Gerais, apresentado em Estocolmo, em novembro de 1910, ao XI Congresso Mundial Geolgico e Mineralgico, por Orville Derby. O Congresso foi organizado pelo presidente Theodore Roosevelt, dos Estados Unidos, com a participao de vrios pases interessados no desenvolvimento da indstria siderrgica. O relatrio trazia um memorial denominado The iron ores of Brazil, com informaes sobre as principais jazidas de minrio de ferro de Minas Gerais, sua localizao e dimensionamentos. E afirmava que o Brasil  um dos pases que possuem as maiores reservas de minrio de ferro do mundo e que o Estado de Minas s por si daria essa fama ao Brasil. Avaliava-se as jazidas brasileiras em 3,5 bilhes de toneladas de minrio de ferro, de elevada qualidade, o que provocou grande interesse e movimentao em todos os pases que procuravam implantar indstrias siderrgicas em suporte ao seu esforo de desenvolvimento. Estimulou-se a cobia internacional e uma nova corrida mineral em torno do minrio de ferro de Minas Gerais, que j se antevia essencial ao progresso econmico em todos os seus setores atravs da indstria siderrgica.
Expedies alems, norte-americanas, inglesas e franco-belgas, vieram a Minas e adquiriram, a preos irrisrios, grande parte das terras minerais onde estavam as jazidas at ento identificadas, segundo parecer apresentado pelo engenheiro de minas e professor da Escola de Minas, da qual foi diretor no binio 1930/31, Clodomiro de Oliveira, que em 1918 era secretrio de Estado da Viao do governo Artur Bernardes (governador de Minas de 1918 a 1922 e presidente da Repblica de 1922 a 1926). Diz Clodomiro que os estrangeiros adquiriram as propriedades compreendendo o subsolo, de que os nossos compatrcios ignoravam o valor de seus depsitos de minrio de ferro, e aproveitaram a ignorncia dos mesmos de que fossem uma fortuna. J na poca do relatrio de Gonzaga de Campos e Orville Derby se apontava que, embora fossem excepcionais as jazidas de minrio de ferro de Minas Gerais, grande era a deficincia de carvo mineral, essencial  transformao siderrgica e inexistente em Minas Gerais. As distncias geogrficas de Minas, Estado mediterrneo e central no mapa brasileiro, e a ausncia de estradas e meios de transporte, eram apontadas como obstculos para a siderurgia no Estado  a me de todas as indstrias  na expresso do Baro de Mau, maior empresrio e empreendedor brasileiro do perodo, conforme cita Fbio Lucas, em Mineiranas  O Ferro na Histria do Brasil e de Minas Gerais, 1991.
Clodomiro de Oliveira, professor da Escola de Minas e, posteriormente seu diretor, com apoio de seus colegas de Ouro Preto, assim como outros estudiosos da questo mineral, com viso nacionalista, dir que os caadores de jazidas de minrios visam to somente sua exportao para o fim especial de abastecimento das grandes usinas de que so representantes. E mais: So os produtos do trabalho mecnico, e no os nossos recursos naturais com suas boas e ms qualidade, que devem ir para os mercados porque a melhoria das condies industriais somente pode vir da expanso das manufaturas. Ora, dentre os recursos naturais de um pas o que intervm poderosa e vultosamente sobre o seu desenvolvimento econmico  o que se refere ao seu recurso em minrio de ferro, cuja utilizao  posta em valor pela indstria da siderurgia, que o definir como potncia industrial e militar, indstria que  o termmetro que d o grau de desenvolvimento de um povo e que  a alavanca que move as sociedades.
Tambm formado em Ouro Preto, Demerval Pimenta, estudioso da histria econmica mineira, reproduz, em seu livro Histria da Vale do Rio Doce, texto de um significativo prospecto distribudo em Londres, em 1909, por uma empresa que oferecia a venda de suas aes para a aquisio das jazidas mineiras: Devemos assegurar o nosso futuro adquirindo em pases amigos, como o Brasil, reservas que valorizam com o tempo. Dentro de algumas dezenas de anos, as jazidas do Rio Doce podero valer milhes de vezes o preo pelo qual poderamos adquiri-las hoje, e o Imprio Britnico dispor da maior reserva de minrio de ferro do mundo. Se cada banqueiro, cada industrial, cada ingls, dispender sem esperanas de remunerao imediata, algumas libras para adquirir aes do sindicato que acabamos de fundar, ficar assegurado o futuro da siderurgia britnica.
O engenheiro ingls Murley Cotto, representando os capitalistas ingleses Banung Brothers, Cecil Rhodes, E. Cassem, De Candolle e C. Rotschild, adquiriu extensas terras em Itabira, incluindo o Pico do Cau onde estavam as minas do Cau, da Conceio e de Santana, com reservas de minrio de ferro estimadas em 1 bilho de toneladas, conforme indicava o relatrio do Servio Geolgico e Mineralgico do Brasil, com base no estudo de Gonzaga de Campos. Comprou tambm a Fbrica do Girau, fundio, forjaria, mecnica e pilagem de carvo e enxofre e pioneira nestes campos. Logo depois, foi constituda em Londres a organizao denominada Brazilian Hematite Syndicate, um consrcio integrado por capitais interessados no minrio de ferro do Brasil. Este grupo criou, em 1911, a Itabira Iron Company destinada a explorar o minrio de ferro de Itabira. As dificuldades encontradas na explorao levaram os ingleses a se associarem, vendendo o controle da Itabira Iron, em 1919, ao empresrio norte-americano Percival Farguhar (1864/1953), com trajetria capitalista visionria e polmica e uma discutvel atuao em negcios em vrios pases da Amrica Latina. Farquhar era um ativo empreendedor j conhecido nos meios financeiros e polticos brasileiros. Sua atuao inclua a explorao do servio de bondes de Nova Iorque, ferrovias na Guatemala e operao da companhia de eletricidade de Cuba, alm de vrios outros empreendimentos no Brasil, como a montagem da Light no Rio de Janeiro, a construo do Porto de Belm, a construo da famosa estrada de ferro Madeira-Mamor, a explorao da borracha e investimentos em energia e ferrovias.
Epitcio Pessoa, presidente da Repblica de 1919 a 1922, em encontro em Nova Iorque, em julho de 1919, convencido por Farquhar, procurou oferecer as condies para o incio efetivo do projeto de explorao da Itabira Iron. As atividades de explorao mineral eram objeto de legislao federal e dependiam de concesso do Governo Federal. Em decorrncia deste entendimento, o Congresso Nacional aprovou, a 5 de janeiro de 1920, a Lei n 3.991, que atendia as pretenses de Farquhar e seus scios ingleses, interessados na efetiva implantao do projeto da Itabira Iron e na concluso da construo da Estrada de Ferro Vitria a Minas. Houve, no entanto, reao contrria do Governo de Minas, presidido por Artur Bernardes, que passou a defender a tese de que a exportao de minrio de ferro deveria estar relacionada com a implantao de uma usina siderrgica em Minas Gerais, solidarizando-se com a posio nacionalista defendida pelos professores e engenheiros da Escola de Minas de Ouro Preto. 
Estava clara a inteno da Itabira Iron de exportar o minrio pela Estrada de Ferro Vitria-Minas, da qual adquiriu aes e cujo primeiro trecho havia sido inaugurado em 1904. O projeto de construo da ferrovia havia sido aprovado pelo Governo Campo Sales em 1892, com traado partindo de Vitria, atravessando o Vale do Rio Doce, passando por Peanha e chegando at Diamantina. Sua implantao foi iniciada em 1903, empreendimento sustentado pelo empresrio e engenheiro Pedro Nolasco Pereira da Cunha (1865/1935), nascido no Rio de Janeiro. Conforme seu projeto original, destinava-se a transportar, de Diamantina a Vitria, produtos do Norte de Minas, especialmente madeira, caf e outros da produo agropecuria. A ferrovia terminaria em Cariacica, na regio metropolitana de Vitria, onde se encontram os portos de Tubaro, Praia Mole e Barra do Riacho.
Demerval Pimenta afirma que o projeto dos ingleses tinha por finalidade no s apoderar-se do minrio de Itabira mas tambm adquirir o controle dos transportes da Estrada de Ferro Vitria a Minas, mediante a compra da maioria das aes da companhia proprietria dessa estrada, e ainda celebrar contrato com a Companhia do Porto de Vitria para o embarque do minrio destinado ao abastecimento das usinas siderrgicas da Inglaterra e mesmo de outros pases da Europa. Para coroar este projeto faltava apenas celebrar um contrato com o Estado de Minas, no sentido de ser fixada a taxa de exportao sobre o minrio a ser embarcado. Pela legislao vigente, cabia aos Estados fixar as alquotas relativas ao tributo cobrada pela exportao de minrios, que exerceu esta atribuio, como j revelado, com taxao pesada. Instalou-se ento um intenso debate sobre a questo siderrgica. Fundamentalmente, duas correntes de pensamento se debatiam: uma representada pela Escola de Minas, com posio nacionalista, com apoio da Sociedade Mineira dos Engenheiros e outras instituies da sociedade civil; o outro pensamento, favorvel aos capitais ingleses, era manifestado por integrantes do Governo Federal e alguns empresrios, especialmente o Conselho Tcnico de Economia e Finanas, rgo de assessoramento do Presidente da Repblica. O Estado-Maior do Exrcito bem como o Conselho do Almirantado, da Marinha Brasileira, se manifestam contrrios s pretenses da Itabira Iron. Consideraram a questo no uma simples matria econmica, mas de alto interesse poltico, que dizia respeito  prpria segurana ou defesa nacional. Por presso dos ingleses, exercida por Farguhar, alterou-se o traado inicial de ferrovia, que passaria a alcanar Itabira, para aproveitamento do seu minrio de ferro. 
Artur Bernardes, com posio nacionalista, assessorado pelo professor Clodomiro de Oliveira, seu secretrio de Estado, defendeu a implantao, na regio de Itabira, de um grande complexo industrial mnero-siderrgico, transformando-a numa espcie de um novo Vale do Ruhr, na Alemanha, onde est um dos maiores complexos siderrgicos do mundo. Sustentava que o interesse do Estado era a indstria siderrgica e que a simples exportao de minrio de ferro no atendia aos objetivos de desenvolvimento do Estado e do Pas, que necessitava de ferro. Mas o objetivo de Farquhar era exportao de minrio de ferro bruto, com uso da ferrovia e do transporte martimo associados unicamente  atividade exportadora, embora tenha chegado a prometer a instalao de uma pequena usina siderrgica em Vitria, para 150 mil toneladas/ano.
Bernardes torna-se presidente da Repblica em 1922, em sucesso a Epitcio Pessoa, e impor uma derrota aos propsitos de Farguhar e de outros interesses estrangeiros na explorao da riqueza mineral de Minas Gerais. Em 1923, aps intenso debate legislativo, Bernardes proclamou o embrio de uma poltica siderrgica nacional, firmando que a concesso de emprstimos assumidos pelo governo federal se faria exclusivamente s empresas nacionais organizadas para a criao de novas usinas. Recomendava a instalao de trs usinas, de capacidade de 50 mil toneladas, sendo uma no Vale do Rio Doce, preferindo-se quanto a esse forno eltrico; uma no Vale do Paraopeba, a coque mineral, e uma na Bacia Carbonfera do Sul, para aproveitamento dos carves de Santa Catarina. 
Os mineiros, contrrios  simples exportao do minrio para empresas estrangeiras, sem qualquer transformao no Pas, alegavam que Minas Gerais no poderia repetir a espoliao ocorrida no sculo XVIII quando o seu ouro e pedras preciosas foram levadas por Portugal e Inglaterra, restando para o Estado apenas buracos e terras estreis e pouco, ou nenhum, desenvolvimento econmico. J os defensores da Itabira Iron afirmavam que o consumo de ao no Brasil no justificaria a instalao de uma siderrgica de grande porte e que os investimentos governamentais deveriam se concentrar no social, deixando para a iniciativa privada a funo dos investimentos industriais.
Em meio  polmica expe-se tambm a questo do carvo, imprescindvel  indstria do ferro e do ao, como redutor do minrio e como combustvel e que no existe em Minas Gerais. Colocava-se a necessidade de importao do carvo mineral uma vez que o encontrado no Sul do pas no era de boa qualidade. O uso do carvo vegetal, que ser a soluo adotada pelas siderrgicas mineiras, determinar a extino de grandes reservas florestais naturais de Minas Gerais, especialmente do Vale do Rio Doce, integrantes da Mata Atlntica, hoje praticamente exterminada, com a substituio pelas florestas de eucalipto, de que o Estado dispe hoje em vrias regies, especialmente no Norte de Minas..
Anlises mais recentes sobre a questo revelam que a posio intransigente do Governo Mineiro com relao ao projeto da Itabira Iron, com sustentao tcnica da Escola de minas de Ouro Preto, resultava tambm da presena, a partir de 1922, da Arbed, grupo siderrgico da Blgica e de Luxemburgo, em Sabar, e que representava uma alternativa vivel e consequente para a questo siderrgica brasileira e mineira. J na implantao inicial, o grupo empresarial, um dos mais bem sucedidos do mundo, acenava com amplas possibilidades de expanso, o que efetivamente ocorreu com a aquisio da usina de Joo Monlevade logo depois. O grupo no visava a simples exportao de minrio de ferro nem impunha condies monopolistas, como a Itabira Iron. A deciso belga foi sustentada pelo rei Alberto, que veio a Minas em 1920, a convite do governador Artur Bernardes, j manifestando seu interesse em trazer a indstria siderrgica para Minas. O rei Alberto foi recebido com grandes festas e cerimnias em Minas.
Com defesa intransigente das riquezas do subsolo mineiro e sua efetiva explorao em favor da economia do Estado, obtm grande repercusso a publicao, em novembro de 1934, o livro A Concesso Itabira Iron, do professor Clodomiro de Oliveira, refletindo a posio da Escola de Minas, com ampla argumentao, tcnica e econmica, contrria ao projeto de Farquhar (Imprensa Oficial de Minas Gerais, outubro de 1934). O livro passou a ser uma espcie de referncia histrica, nacionalista, como tambm tica, para os que defendem, mesmo nos dias atuais, uma maior e mais justa retribuio socioeconmica ao Estado pela explorao de seus recursos minerais, por empresas nacionais ou estrangeiras. 
Clodomiro lembra o autor americano, Orthis Schmith, que expressando o claro interesse dos Estados Unidos, conceitua: O acrscimo do elemento do trabalho no produto exportado h de significar que ns no estamos barganhando a herana de nossos recursos naturais, mas que, ao contrrio, estamos apenas usando desses recursos como base para a exportao do trabalho, que se renova incessantemente. E ainda: O trabalho de qualquer pas  mais beneficiado pela importao de minrio bruto e pela importao de matrias primas do que pela importao de produtos manufaturados.
E cita as seguintes aquisies estrangeiras em Minas, aps o Congresso de Estocolmo: Grupo ingls, representado pela Itabira Iron Ore Companhia, adquiriu as jazidas de Conceio, Cau e Giro, em Itabira. Grupo americano, representado pela Braziliam Iron and Steel, adquiriu trs jazidas, em Itabira, e as de Esmeril e Periquito, em Rio Piracicaba, a do Agudo em Mariana e a de Alegria. Grupo Alemo, representado pela Deutsch Luxemburgisch Beyaert In Huten adquiriu, em Sabar, a jazida do Gaya e, em Bonfim, a do Crrego do Feijo. O capital francs, representado por trs grupos diferentes, o da Societ Civil ds Mines de fer de Jangada, representado por Jules Benard, Mathien Goudechaux e Cia, adquiriu em Bonfim a Jazida do Jangada; o da Braculhy Falls Cia, representado por dois brasileiros e por M. Methayer, adquiriu em Bonfim as Jazidas de Nhotin e do Mendona; o da sociedade Franco-Brasileira adquiriu, em Itabira, as jazidas do Andrade. Posteriormente, informa ainda Clodomiro, a The S. John Del Rey Gold Mining, que j operava em Minas desde 1834, com a Mina de Ouro de Morro Velho, passou a comprar, por preos muito baixos, terras em que ocorriam jazidas de ferro e mangans, estendendo suas propriedades aos municpios de Nova Lima, Raposos e Sabar, numa imensa extenso de terras, chegando at a Serra do Curral, divisa natural ao sul de Belo Horizonte, com a famosa Jazida de guas Claras, hoje j inteiramente explorada. Grande parte da Serra da Moeda foram includas nestas compras.
Rica em minrio de ferro, esta regio at hoje em franca explorao, atualmente pela Vale, que  sucessora de vrios proprietrios anteriores, todos estrangeiros. E sempre foi objeto de contestao e polmica, pela extenso territorial, proximidade de cidades e condomnios, pela questo ambiental e, sobretudo, nos anos mais recentes, pela ameaa das barragens de rejeitos, alm de questionamentos quando  retribuio socioeconmica ao Estado. Afirma Clodomiro que o Governo de Minas viu, assim, que as importantes jazidas de minrio de ferro localizadas nas vertentes dos rios das Velhas e Paraopeba, parte central do Estado, como as da bacia do Rio Doce, parte nordeste do Estado, estavam sendo, ou j tinham sido adquiridas por sindicatos estrangeiros, aquisies que se justificavam no objetivo de exportao de minrio de ferro e mangans. Previso que o futuro viria confirmar e que acelerou-se extraordinariamente nos ltimos 20 anos, com o avano da tecnologia de extrao mineral, mas especialmente pelo gigantismo da Vale, criada em 1942 e que adquiriu a quase totalidade das jazidas de minrio de ferro, todas destinadas  exportao, j que a empresa no tem usina siderrgica em Minas. 
A Vale tornou-se tambm proprietria da totalidade do sistema ferrovirio, essencial  logstica de transporte e exportao do minrio de ferro. Em geral, as minas operam a baixo custo, prximas de cidades que representam suporte de servios  minerao e aos seus empregados. Acrescenta-se a estas condies a favorabilidade do mercado comprador internacional nas ltimas dcadas, especialmente da China, Japo, Alemanha e Estados Unidos, com a tonelada do minrio de ferro atingindo valores muito lucrativos, acima de US$ 120 a tonelada, nos ltimos meses de 2020 e incio de 2021. A reduo do minrio de menor qualidade para pelletz (pelotas, com reduo primria do minrio) encontra preos ainda maiores no mercado internacional, que faz da atividade de explorao do minrio de ferro uma atrativa atividade, fazendo com que as mineradoras estejam, nos ltimos anos, buscando licenciamento para novas minas.
A questo mineral provocou intenso debate, que se estendeu aos anos de 1921 e 1922, envolvendo tcnicos do prprio Estado, engenheiros de minas, professores da Escola de Minas, polticos, imprensa, mobilizando a opinio pblica. Mas foram mantidas as posies elaboradas por Clodomiro de Oliveira, com apoio de outros estudiosos da questo, de que a exportao do minrio de ferro deveria estar subordinada  indstria siderrgica, a ser implantada no Estado. No se opunha  exportao mas esta atividade, alm de ter de pagar taxas consideradas justas por tonelagem, estaria condicionada a que 5% do minrio sejam reduzidos e transformados em ao, fixando no mnimo em 150.000 toneladas a produo de ferro e ao (A concesso Itabira Iron, pg 77). Afinal, em 1923, j o ento presidente de Minas, Raul Soares (1922 a 1924), em duas conferncias com o prprio Percival Farquhar, recusou-se a celebrar qualquer contrato com a Itabira Iron Ore. Em mensagem enviada ao Congresso do Estado, em julho de 1923, o presidente Raul Soares discorre sobre as razes de sua recusa. Prevaleceu a opinio de Clodomiro.
Uma ltima tentativa da Itabira Iron ocorreu em 1938 quando Farquhar criou, em associao com capitais brasileiros, a Companhia Brasileira de Minerao e Siderurgia (CBMS), da qual mantinha 47% das aes. Em 1937, a Constituio do Estado Novo, proclamada por Getlio Vargas, determinava que a explorao das jazidas minerais no Brasil dependeria de prvia concesso do governo federal e que s poderiam ser outorgadas a empresas brasileiras. Na poca, Farquhar obteve, atravs da CBMS, a concesso para operar a estrada de ferro Vitria-Minas. Por esta poca, atravs de financiamento pblico, Farquhar consegue fazer com que a estrada de ferro alcance o Pico do Cau, em Itabira, construindo 22 quilmetros restantes e adaptando a ferrovia para a exportao do minrio. Esta empresa, entre 1940 e 1942, exportou milhares de toneladas de minrio de ferro para a Inglaterra, os Estados Unidos e o Canad. Com a Segunda Guerra Mundial, escassearam-se os recursos financeiros externos, dificultando a expanso da empresa. Farquhar animara-se com a divulgao, em 1938, de um relatrio aprovado pelo Conselho Tcnico de Economia e Finanas do Ministrio da Fazenda, elaborado pelo ex-aluno de Ouro Preto e industrial Pedro Demstenes Rache, amigo de Percival Farquhar, a quem se associaria mais tarde na criao da Acesita. Seu parecer era favorvel  explorao das jazidas de Itabira, mesmo sem o investimento na usina siderrgica. Criticava tambm o Estado industrial e negociante, conforme cita Jos Murilo de Carvalho (A Escola de Minas de Ouro Preto  o peso da glria, 1978). Vrias vozes discordantes se manifestaram, inclusive setores nacionalistas do Exrcito, a Escola de Minas, vrios industriais produtores de gusa e a prpria imprensa.
A Congregao da Escola de Minas, em carta a Getlio Vargas, sustentou que  dever dos brasileiros fazer com que uma riqueza to considervel como o minrio de ferro do nosso solo seja aproveitado ou exportado para melhoria da nossa economia, nossas estradas e defesa nacional e no para beneficiar quase exclusivamente uma empresa estrangeira. Tambm a Sociedade Mineira de Engenheiros apresenta ao Governo Federal documento, denominado Siderurgia nacional e exportao de minrio de ferro, elaborado pelo professor Francisco Magalhes Gomes e assinado por vrios engenheiros, formalizando sua oposio  Itabira Iron e citando as opinies do professor Clodomiro de Oliveira e a tradio da Escola de Minas e do Estado de Minas na defesa dos interesses nacionais. Prope, finalmente, a criao de uma siderrgica a carvo vegetal, objetivo que ser alcanado em 1944, com a criao da Companhia Siderrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, resultante de acordo entre o presidente Vargas e os governos dos EUA e Inglaterra, como parte do esforo de guerra e a entrada do Brasil no conflito..
A polmica com a Itabira Iron s termina em 11 de agosto de 1939, quando o presidente Getlio Vargas decretou o encerramento de qualquer ajuste. Atravs do Decreto 1.507, reiterou a extino do contrato assinado em 1920 com a Itabira Iron, ficando, assim, o governo brasileiro completamente livre para procurar a soluo dos dois problemas: a implantao da siderurgia nacional e a exportao do minrio, a cargo de empresa brasileira. E, em 1942, determinou a desapropriao das jazidas e demais propriedades da empresa em Itabira, patrimnio incorporado  Companhia Vale do Rio Doce, ento criada. O ato contou com o apoio dos ingleses em troca da participao brasileira no esforo pela guerra. A nova companhia incorporou tambm a Estrada de Ferro Vitria-Minas, essencial na atividade de transporte do minrio. Na verdade, Getlio Vargas j manifestara, em diversas ocasies, com base em estudos realizados pela Comisso Siderrgica Nacional, surgida nos anos iniciais da dcada de 1930, que era questo estratgica para o Brasil a substituio de importaes de aos pesados, entre outros produtos especiais da indstria siderrgica de que o Pas no dispunha. Todos os estudos indicavam que o Brasil necessitava de uma grande usina, a coque, empreendimento de grande vulto que o capital privado isoladamente no suportaria. Atravs do Decreto-Lei 3.002, de 30 de janeiro de 1941, Getlio autorizou a criao da Companhia Siderrgica Nacional (CSN), ficando a cargo do Tesouro Nacional gerenciar a integralizao do capital da sociedade.
Ao mesmo tempo, em meio ao cenrio da Segunda Guerra Mundial, Vargas conduziu hbil negociao com os Estados Unidos e a Inglaterra tendo em vista a participao brasileira nos conflitos e no apoio econmico e industrial ao esforo de guerra. O Export-Import Bank havia concedido financiamento para iniciar a siderrgica, em Volta Redonda, localizao definida pela Comisso Siderrgica Nacional, e que gerou discusso e protestos de Minas Gerais e So Paulo. Minas, detentora das maiores jazidas do minrio, sentiu-se preterida. Hoje, a CSN explora jazida de minrio de ferro em Congonhas, com problemas ambientais, prximo ao Morro do Maranho, onde se encontra a Baslica de Bom Jesus de Matosinhos e o conjunto escultrico dos profetas esculpidos por Aleijadinho, patrimnio Cultural da Humanidade. O argumento bsico, que prevaleceu,  que a usina deveria instalar-se em local prximo ao mar, facilitando a exportao. Em 1945, a usina j se achava em fase preliminar de operao, para em abril de 1946 iniciar sua produo.
A entrada da CSN no mercado provocou uma exploso de iniciativas nos diversos ramos do setor metalrgico, com investimentos em vrios Estados brasileiros. A criao da Cosipa, em 1953, foi uma reao dos paulistas  localizao da CSN em Volta Redonda. Afirmavam ser inconcebvel que o maior parque industrial brasileiro no contasse com uma siderrgica. Idntica reao tiveram os crculos empresariais mineiros, que defenderam a localizao da CSN em Lafaiete, prxima das jazidas de minrio, regio servida pela ento Estrada de Ferro Central do Brasil. 
Com apoio do governador Juscelino Kubitschek, ento candidato  Presidncia da Repblica, fortaleceu-se o movimento pela criao de uma nova siderrgica em Minas. Em 1956, Minas Gerais recebeu uma misso empresarial japonesa, tornando-se claro o interesse do Japo em investir no Estado. Definidos os interesses, de So Paulo e de Minas Gerais, com apoio do governo federal, criaram-se as condies para o surgimento da Usiminas, o que se efetivar a 25 de abril de 1956, quando foi constituda. A Cosipa, em So Paulo, e a Usiminas, em Minas, resultaram, portanto, de um acordo poltico conduzido com franco apoio do governo federal, que apaziguava os dois Estados insatisfeitos com a localizao da CSN. Pelo acordo, a Cosipa receberia o minrio de ferro atravs da Vale do Rio Doce, usando o transporte martimo de Vitria at o Porto de Santos. A Usiminas contou com 40% de capital japons e recursos pblicos brasileiros do Banco do Brasil e inicia sua operao em 1962, produzindo chapas de ao, especialmente para a indstria automobilstica que se desenvolvia no Pas. Privatizada em 1997,  gerida por um conselho de administrao que representa seu capital compartilhado por vrias organizaes empresariais.
Em 2011, adquire o controle acionrio da Usiminas, a Nippon Steel, japonesa, e o grupo Ternium/Technint, de capitais italianos e argentinos. A Cosipa, privatizada em 1993, na reorganizao do seu capital, em 2005, passou a ser uma subsidiria da Usiminas, que adquiriu parte do seu capital. Com diferentes contribuies, podem ser citados como seus fundadores da Usiminas Amaro Lanari Jnior, Gil Guatimozim, Jos de Lima Barcelos, Gabriel Janot Pacheco, Demerval Pimenta, Ldio Lunardi, Joo Ewerton Quadros, Silvio Barbosa, Athos Lemos Rache, Sebastio de SantAnna e Silva, Osvaldo Fortini e os japoneses Kaname Suzuki e Teizo Horikoshi, que chefiaram as primeiras misses dos japoneses na fase de negociao e incio da construo. Na montagem e gesto da Usiminas predominaram os engenheiros formados pela Escola de Minas de Ouro Preto, com destaque para o engenheiro Rinaldo Campos Soares, presidente a partir de 1990 e por 15 anos, perodo de grande expanso da empresa em vrias subsidirias. 
Percival Farquhar, em 1942, com o dinheiro recebido com a desapropriao da Itabira Iron, associou-se a dois engenheiros de minas, Amintas Jacques de Morais e Athos de Lemos Rache, para fundar a Companhia Brasileira de Minerao e Siderurgia, nome inicial da Acesita, hoje Companhia de Aos Especiais Itabira, localizada em Timteo, no Vale do Ao, prximo a Coronel Fabriciano, Ipatinga, Nova Era e Itabira, onde esto grandes jazidas de minrios de ferro. Destina-se  produo de aos inoxidveis e siliciosos. Em 1952, aps vrios financiamentos, o Banco do Brasil assumiu o controle da Acesita. Em 1992, a empresa foi privatizada, sendo adquirida por vrios scios. Em 1998, seu controle acionrio passou  Usinor, empresa francesa produtora de aos especiais. A Usinor, em fevereiro de 2002, fundiu-se com o grupo Arcelor, da Espanha, e o grupo Arbed, de Luxemburgo. O novo grupo, Arcelor, se associar ao conglomerado indiano Mittal Steel Companhy, passando a formar a ArcelorMittal, a que pertence hoje  Acesita.
Em agosto de 1954, Getlio Vargas preside em Belo Horizonte a inaugurao da Companhia Siderrgica Mannesmann, empreendimento de tradicional empresa alem de Duesserldorf, destinada a fabricar tubos sem costura e barras metlicas. As conversaes para instalao da usina tiveram a participao de Rmulo de Almeida, Glycon de Paiva e do general Edmundo de Macedo Soares e Silva, com amplo apoio do ento governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek. Sua unidade industrial instalou-se no Barreiro e o minrio de ferro vem de Brumadinho, na regio Metropolitana de Belo Horizonte. Em 2007 associou-se ao grupo francs Vallourec e denomina-se Vallourec & Mannesmann Tubes. Em 2007, implanta nova unidade em Jeceaba, localizada na regio do Campo das Vertentes, em associao com a Sumitomo Metals, que iniciou sua operao em 2010.
A reduzida industrializao mineira, o baixo aproveitamento do rico subsolo em ocorrncias minerais, alm do minrio de ferro, e o perfil de economia exportadora de produtos primrios, foram apontados pelo Plano de Recuperao Econmica, elaborado no Governo de Milton Campos (1946 a 1950), sob coordenao do engenheiro Amrico Rene Gianetti, formado pela Escola de Minas de Ouro Preto em 1923. O Plano  considerado o primeiro documento pblico de planejamento econmico global do Estado, com viso realista e carter tcnico. Sucessor de Milton Campos, Juscelino Kubistchek se beneficiar do Plano e tomar vrias iniciativas em favor do crescimento e da emancipao econmica de Minas, sendo exemplo maior a criao da Cemig, em 1952, marco histrico do incio da industrializao mineira.
Nas dcadas de 1950 e 1960 ocorreram vrias manifestaes nacionalistas, de defesa da riqueza mineral de Minas Gerais. Em 1959, alunos da Escola de Minas criaram a Sociedade de Intercmbio Cultural e Estudos Geolgicos que, no seu primeiro seminrio de estudos, ao debater as questes relativas ao minrio de ferro e mangans, publicou protesto contra a presena e aes da Hanna Mining no Estado, empresa norte-americana que adquirira jazidas e extensas terras da Saint John Del-Rey Mining Company no Quadriltero Ferrfero de Minas Gerais (Belo Horizonte, Nova Lima e Itabirito), e que realizava exportao sem qualquer investimento transformador, sem preocupao social, ambiental ou qualquer outra retribuio. Para fugir das crticas, a Hanna, de triste memria, envolveu-se na corrupo de polticos e de rgos de imprensa. Destas denncias, aliadas a outros protestos, surgiu a campanha Minrio no d duas safras, frase atribuda ao governador Arthur Bernardes. 
A Aominas, implantada em Ouro Branco em 1986, constituda inicialmente com capitais pblicos, fruto de campanha das classes empresariais mineiras, hoje pertencente ao Grupo Gerdau, resulta de amplo movimento das entidades das classes empresariais mineiras defensoras da implantao de uma usina siderrgica integrada, para aos planos e no planos. A Gerdau possui hoje duas siderurgias menores, em Baro de Cocais e Divinpolis, com minerao. A Construtora Mendes Jnior implantou em Juiz de Fora uma siderrgica. Em Arax, a Vale Fertilizantes, sucessora da Bunges e da Arafrtil, explora a apatita, componente de fertilizantes. Em Tapira, a Vale explora ocorrncias de terras raras. E em Patrocnio implanta usina para aproveitamento de matrias primas para fertilizantes. A Vale, a CBMM, a estatal mineira Codemig e outras empresas, inclusive estrangeiras, tem manifestado especial interesse pelas ocorrncias de minerais classificados como terras raras na regio, junto com o grafeno, outro mineral que se prenuncia de grande valor e para os quais j surge demanda internacional, ampliada pela grande evoluo da indstria eletroeletrnica e de telecomunicaes. Ser uma nova riqueza de Minas Gerais que, segundo as primeiras exploraes, possui ocorrncias em quantidades econmicas. No norte mineiro, em Araua, expande-se a minerao de ltio, outro mineral de grande valor.
J citado por sua atuao na rea mineral, merece nova meno empresrio Augusto Trajano de Azevedo Antunes, engenheiro, paulista, nascido em 1906, figura exaltada por uns como empreendedor, mas criticada por outros por suas negociaes internacionais, sobretudo com grupos e capitais norte-americanos dos quais foi scio e representante no Brasil. Antunes criou em 1942 a Icomi (Indstria e Comrcio de Minrios), que iniciou a explorao do Pico de Itabirito e vrias outras jazidas prximas. Estas jazidas hoje pertencem  Vale, que expandiu a minerao e a exportao como tambm implantou usina de pelotizao, otimizando o transporte por mineroduto conectado  infraestrutura ferroviria da regio, constituda pela interligao realizada pela Ferrovia do Ao com a antiga Estrada de Ferro Dom Pedro II, cujos trechos principais, de Miguel Burnier a So Joo del-Rei e ao Rio de Janeiro e ao Esprito Santo, haviam sido implantados no sculo XIX. A Ferrovia do Ao, uma iniciativa dos governos militares, inconclusa nos trechos finais, acabou sendo adquirida e concluda pela Vale.
Em 1949 o Grupo Antunes criou a Caemi (Companhia Auxiliar de Empresas de Minerao), que ampliou sua atividade no Estado. Em 1974, obtendo licena exploratria para a MBR (Mineraes Brasileiras Reunidas), resultado da juno de suas reservas, representadas por vrias jazidas na regio de Itabirito e Nova Lima, iniciou a explorao da Serra do Curral. Associou-se  Hanna Mining, que havia adquirido nos anos finais da dcada de 1950 as extensas terras da S. John Del Rey Mining Co., proprietria da Mina de Morro Velho em Nova Lima. Na poca, a Hanna dividiu-se em duas empresas, a Minerao Morro Velho S/A, dedicada  extrao de ouro, e a Minerao Novalimense, ficando esta com as grandes extenses de terras que alcanavam de Nova Lima a Itabirito, com muitas reservas de minrio de ferro. Poderoso grupo internacional norte-americano, possuidor de estaleiros, navios, bancos e mineraes em vrios pases, a Hanna mantinha 49% das aes da MBR e era grande exportadora de minrio de ferro para os Estados Unidos.
A Hanna, que recebeu crticas e contestaes por sua atuao, passou o controle especfico da mina de ouro Morro Velho, de Nova Lima, aos empresrios brasileiros Walther Moreira Sales, Horcio de Carvalho e Fernando de Souza Mello Viana, mantendo-se minoritria no empreendimento. Em 1975, Morro Velho  vendida  Anglo American Corporation, em 1980 ao Banco Bozano Simonsen e, em 1999, ao Grupo AngloGold, hoje associada  Ashanti-Goldfields, que explora minas de ouro em Santa Brbara, Baro de Cocais e Nova Lima.
A MBR, sob a orientao de Antunes e decisivo assessoramento do engenheiro Eliezer Batista, com larga experincia internacional na rea de minerao e sua comercializao no mundo, abriu a exportao para o mercado japons, contrariando interesses da Hanna. Com reputao negativa em Minas Gerais, criticada e objeto de denncias e da reao nacionalista de vrios setores do Estado, a Hanna se tornou, nas dcadas de 1950 a 1960, o exemplo da explorao capitalista norte-americana das riquezas minerais do Estado, sem a devida retribuio econmica e social. Dizia-se que a remunerao deixada pela retirada do minrio era irrisria, ficando o Estado apenas com os buracos e terras estreis, alm de a atividade gerar poucos impostos e empregos de m qualidade. Trata-se ainda de atividade transitria, ou seja, existente apenas enquanto a jazida for produtiva. Na poca, a legislao de proteo ambiental era praticamente inexistente.
Entre 2008 e 2015, foram realizados em Minas vultosos investimentos na minerao, segundo dados da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econmico, e no s em minrio de ferro, mas tambm em ouro, que voltara a ter preos competitivos no mercado internacional, mas tambm bauxita, potssio, fosfato, silcio, terras raras, rochas ornamentais e vrios agregados para a construo civil, especialmente mrmores e granitos, areia e brita. Mas  o prprio Jos Mendo que afirma que a nova fronteira mineral demanda tambm uma nova fronteira para o desenvolvimento sustentvel, ao referir-se aos impactos ambientais e sociais (jornal O Tempo, pg. 8, edio de 4 de dezembro de 2001). 
A verdade  que o boom mineral requer, com urgncia, definies do Governo do Estado e da sociedade quanto  prioridade entre as questes ambiental, urbana e socioeconmica, e a minerao, naturalmente predatria.
Um componente novo nesta realidade, cujas consequncias ainda esto se consumando,  a venda e desnacionalizao das grandes siderrgicas mineiras, como a Usiminas, a Belgo-Mineira, a Acesita, a Aominas, a Mendes Jnior e outras de menor porte. Na minerao, a BHP Billiton, a Rio Tinto, a AngloGold, a Anglo American, a Ferrous. Grupos chineses manifestam interesse em investir no Estado. A Vale, que teve sua origem em Minas, em Itabira, hoje pertence ao Banco Bradesco e a fundos de penso e acionistas, e concentra investimentos no Par, em Carajs, que j produz e exporta 50% da produo da empresa. Ao mesmo tempo, o Governo de Minas j no tem participao na formao destas novas composies empresariais, com pouco poder quanto  formulao de polticas pblicas para o setor mineral, a no ser na fase de licenciamento ambiental, ainda sob seu controle mas flexibilizado face s presses econmicas e polticas.
Uma grande demanda internacional de minrio de ferro ocorre nas dcadas de 1940 a 1950, aumentando novamente o interesse dos capitais internacionais sobre o Quadriltero Ferrfero. Novamente o conhecimento da geologia da regio, propiciado pela Escola de Minas, favorecer as decises de investimento.
A Vale  proprietria, em regime acionrio, da quase totalidade da logstica de transporte ferrovirio de Minas, das regies de minerao aos portos de exportao de Minas, Rio e So Paulo. Em junho de 1996, com a extino da Rede Ferroviria Nacional, que passou o sistema ferrovirios brasileiro aos capitais privados, a Vale ganhou concesses de todos os trechos da chamada malha ferroviria do Corredor Centro-Leste. E constituiu a Ferrovia Centro-Atlntica (FCA), pertencente  holding VLI, que opera 7.200 km de ferrovias, passando por 300 municpios e realizando as ligaes de Minas Gerais com o Esprito Santo e Rio de Janeiro. Constituiu tambm, em 1996, com outros acionistas, especialmente siderrgicas, a MRS Logstica, junto com a CSN, Usiminas e Gerdau, que opera 1.600 km de ferrovias da Regio Centro-Sudeste de Minas, com ligaes da Regio Metropolitana de Belo Horizonte com Rio e So Paulo.
E opera, tambm por concesso, a Vitria a Minas, nica linha de passageiros, de Belo Horizonte a Vitria, no Esprito Santo, que pertencera, desde a primeira dcada do Sculo XX, aos capitais ingleses que mineravam em Itabira e que integrou a Vale, criada em 1942. E pequenos trechos tursticos, como os de Ouro Preto a Mariana e Tiradentes a So Joo del-Rei. A logstica de transporte do minrio de ferro extrado em Minas est hoje, em sua quase totalidade, controlada pela Vale, que transporta tambm outros produtos do parque industrial e da produo agropecuria mineira. Em 2019 a Assembleia Legislativa aprovou relatrio de uma Comisso Pr-Ferrovias propondo o retorno da Linha Mineira, que ligava Belo Horizonte ao Rio, com o trem de passageiros Vera Cruz, como tambm a linha, em parte inaugurada por Dom Pedro II em 1889, que saia de Belo Horizonte, passava por General Carneiro (Sabar), Rio Acima, Itabirito, Miguel Burnier, Rodrigo Silva, Ouro Preto e Mariana. E que teria evidente valor turstico e de transporte de cargas, em razo da presena de indstrias e mineradoras na regio, em regio de muitos atrativos tursticos. A Vale recursou tambm, em 2019, proposta de retorno de linha de Belo Horizonte a Brumadinho, que beneficiaria a recuperao econmica da regio e o turismo para o Museu Inhotim. A Vale detm as concesses destes trechos e vem declarando a inviabilidade de seu retorno. A questo permanece em discusso e, em novembro de 2020, o governo federal anuncia que ir rever concesses, abrindo oportunidade para grupos privados interessados.
Uma associao igualitria entre a Vale e a empresa anglo-australiana BHP Billiton, as duas maiores mineradoras do mundo, explora o minrio de ferro nas regies de Mariana, Santa Rita Duro, Catas Altas e Ouro Preto. As duas empresas adquiriram a Samarco Minerao, criada em 1977 com a absoro da Samitri (Minerao da Trindade), que pertencia  Companhia Siderrgica Belgo Mineira. A Samarco explora as imensas jazidas da regio, concentradas em duas unidades operacionais da Mina do Germano, em que realiza a extrao e o beneficiamento do minrio e trs concentradoras e onde estava a barragem de rejeitos do Fundo. Em 2015, produziu 24,9 milhes de toneladas, 97% em pelotas e 3% em finos de minrio. Era a 12 maior exportadora do Brasil, com mercados nas Amricas, sia, Europa. A regio  servida por ramal ferrovirio, a partir do embarcadouro de Timpobeba, pertencente  Vale, que liga a regio ao municpio de Anchieta, no Esprito Santo. Ao lado do porto de Ubu, com instalaes martimas adequadas  exportao, encontram-se quatro usinas de pelotizao do minrio enviado para l atravs de quatro minerodutos, com 400 km de extenso, atravessando 26 municpios e que, juntos, so os maiores do mundo. Gerava 6 mil empregos, entre diretos e indiretos. A operao da Samarco foi paralisada em novembro de 2015, quando ocorreu o rompimento da barragem de rejeitos de Fundo. A empresa retornou atividades parcialmente, cerca de 26% da sua produo anterior, no segundo semestre de 2020 , prevendo aumento gradativo em 2021.
Relatrio da Samarco aponta um lucro de R$ 13,5 bilhes, em 2014, tendo repassado para Mariana R$ 37,7 milhes a ttulo da CFEM (Contribuio Financeira pela Explorao Mineral), estipulado em 2% do faturamento lquido. No final de 2017, a alquota passou a 3,5% do faturamento bruto por lei federal aprovada pelo Congresso Nacional, reivindicao antiga dos municpios mineradores, que arcam com vrios problemas com a atividade e que, afinal, so tambm os possuidores desta riqueza mineral.
Em menos de uma dcada, Minas Gerais dobrou as reservas conhecidas de minrio de ferro de 30 para 60 bilhes de toneladas.  o que afirma o consultor em minerao e fundador do Instituto Brasileiro de Minerao (IBRAM), Jos Mendo Mizael de Souza, em entrevista  imprensa em dezembro de 2011. Para ele, a valorizao das commodities minerais no mercado internacional, o grande avano na tecnologia de explorao e beneficiamento, com ganhos de escala e reduo de custos, e as pesquisas geolgicas realizadas nos ltimos anos, ampliaram extraordinariamente as fronteiras minerais do Estado, muito alm do Quadriltero Ferrfero, descrito por Gonzaga de Campos no incio do sculo passado. Com a produo de pelletze a implantao de minerodutos, ampliou-se a explorao de minrios de menor qualidade em minas mais distantes e fora do Quadriltero Ferrfero.
Entre 2008 e 2015, foram realizados em Minas vultosos investimentos na minerao, segundo dados da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econmico, e no s em minrio de ferro, mas tambm em ouro, que voltara a ter preos competitivos no mercado internacional, mas tambm bauxita, potssio, fosfato, silcio, terras raras, rochas ornamentais e vrios agregados para a construo civil, especialmente mrmores e granitos, areia e brita. Mas  o prprio Jos Mendo que afirma que a nova fronteira mineral demanda tambm uma nova fronteira para o desenvolvimento sustentvel, ao referir-se aos impactos ambientais e sociais (jornal O Tempo, pg. 8, edio de 4 de dezembro de 2001). 
A grande demanda internacional pelo minrio de ferro e por produtos siderrgicos acarreta vrias mudanas no setor mineral mineiro. E um componente novo nesta realidade  a desnacionalizao das grandes siderrgicas mineiras, como a Usiminas, a Belgo-Mineira, a Acesita, a Aominas, a Mendes Jnior e outras de menor porte. Na minerao, a BHP Billiton, a Rio Tinto, a AngloGold, a Anglo American, a Ferrous, esto ampliando investimentos no Estado. A Vale, que teve sua origem em Minas, em Itabira, hoje pertence ao Banco Bradesco e a fundos de penso e milhares de acionistas, e realiza investimentos no Par, em Carajs, que j exporta 50% da produo da empresa. No Par, com menos problemas ambientais e 3.000 quilmetros mais prximo da China e do Japo, conferem a Carajs melhor condio competitiva. Ao mesmo tempo, o Governo de Minas j no tem participao na formao destas novas composies empresariais, com pouco poder quanto  formulao de polticas pblicas para o setor mineral, a no ser na fase de licenciamento ambiental.
Merece destaque a aquisio, feita pela Vale, em operao concluda no final de 2019, da mineradora Ferrous Resourses, que j operava em Minas desde 2007 e que atua tambm na Bahia. Com a aquisio a Vale assume o controle das minas Viga, em Congonhas, Esperana em Brumadinho, e Santana em Itatiaiuu. A empresa prev investimentos em minerodutos e porto de exportao no Esprito Santo e j se torna uma das maiores mineradoras de Minas Gerais.
Em 2008, instala-se em Minas Gerais, para explorar as jazidas de minrio de ferro de Conceio do Mato Dentro, a AngloAmerican, um conglomerado britnico que atua no campo da minerao na frica, onde comeou em 1917, e ainda na sia, Europa, EUA, Amrica do Sul e Austrlia. Veio para o Brasil em 1973, em Gois. Seu campo de atuao compreende um vasto conjunto de minerais. Sua produo em Conceio  de 26,5 milhes de toneladas/ano de minrio de ferro, transportadas por mineroduto, a gua, de 529 quilmetros, at o porto de So Joo da Barra, no Estado do Rio. As jazidas de Conceio, conhecidas h muitos anos, no foram exploradas por se distanciamento do litoral e falta de logstica de transporte.
Minas Gerais no recebe o ICMS pela exportao de minrios, extinto pela Lei Kandir mas arca, junto com os municpios mineradores, com imensas responsabilidades na proviso de infraestrutura de educao, sade, rodovias, saneamento, habitao nas cidades submetidas ao impacto da minerao. A Lei Kandir, de 1996, para incentivar a exportao, retirou o imposto estadual sobre exportaes e Minas perdeu, em 20 anos, cerca de R$ 200 bilhes, segundo a Secretaria da Fazenda do Estado. Maior estado brasileiro explorador de minrios, tinha nesta atividade fonte importante de receita pblica. A partir de 2020 o governo federal vem repassando, a ttulo de ressarcimento da Lei Kandir, recursos bem inferiores aos demandados. 
As mineradoras, nos nossos dias, lutam por obter licenas para operar ou ampliar exploraes em jazidas na Serra da Piedade, na Serra da Canastra, Serra da Gandarela, Serra da Moeda, Serra de Congonhas, Serra do Brigadeiro, Conceio do Mato Dentro, Morro do Pilar, regio de Itabirito, Matosinhos, Nova Lima, Ouro Preto e no Norte de Minas, em avano que conflita com a questo ambiental em vrias regies.  justo dizer que o ouro pelo menos nos deixou, no sculo XVIII, as cidades histricas e um rico acervo artstico e cultural, enquanto o minrio de ferro vem nos deixando terras estreis e barragens perigosas.
Uma consequncia da acelerada explorao mineral so as grandes barragens de rejeitos, que constituem hoje uma ameaa a vrias populaes prximas de grandes mineraes. E tornam crticas a convivncia e a prpria expanso da minerao em Minas Gerais. O rompimento da barragem de rejeitos da Mina do Fundo, em Mariana, da Samarco, empresa mantida pela Vale e pela australiana BHP Billigton, ocorrida a 15 de novembro de 2015, matou 19 pessoas, atingiu 39 municpios e destruiu completamente os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu, danificando vrias outras comunidades. A lama, estimada em 40 milhes de metros cbicos, composta por areia e barro, percorreu 600 quilmetros do Rio Doce, chegando at ao Oceano Atlntico. O desastre  considerado a maior catstrofe ambiental do Brasil e um dos maiores do mundo. Desde ento, a Vale e a BHP Billiton, atravs de organizao especialmente criada, a Renova, realiza aes de reparao de danos ambientais, indenizao de atingidos, reconstruo de comunidades atingidas. O retorno da Samarco est anunciado para 2021. 
A 25 de janeiro de 2019, ocorre em Brumadinho novo rompimento, de consequncias tambm graves, na minerao do Crrego do Feijo, tambm da Vale, uma das mais antigas de Minas Gerais. O rompimento matou 275 pessoas e destruiu moradias e edificaes ao longo da inundao, atingindo o Rio Paraopeba, que abastecia vrias populaes, inclusive a rea metropolitana de Belo Horizonte. A Vale, a exemplo de Mariana, continua realizando investimentos de reparao  populao atingida e na recuperao ambiental, arcando com pesadas multas e processos judiciais que responsabilizam seus funcionrios e diretores. Os desastres de Mariana e Brumadinho indicam fortemente a necessidade de a minerao, e no s de ferro, realizar mudanas nas suas barragens de rejeitos como tambm em intervenes e convivncia com populaes prximas e o meio ambiente. 
Em Minas, existem cerca de 80 barragens de rejeitos, entre em operao e desativadas, de diversos minrios, algumas com riscos de rompimento e sob constante vigilncia e observao, realizando intervenes de descomissionamento e na segurana. Em Gongonhas est uma das maiores barragens, com rejeitos da CSA, que provoca constante sobressaltos  populao prxima. Na regio de Ouro Preto, Mariana e Baro de Cocais existem vrias barragens sob vigilncia da Vale, que j realizou a retirada de moradores nas regies prximas. Em Paracatu, est uma grande barragem de rejeitos da antiga minerao de ouro. Em 9 de setembro de 2019, o IBRAM (Instituto Brasileiro de Minerao), aps discusso e avaliaes de todo o setor, divulgou Carta Compromisso da Minerao, documento que reconhece a necessidade urgente e imperiosa, aps os desastres de Mariana e Brumadinho, de rever a gesto de resduos, reduzir ameaas, adotar projetos de inovao e novas tecnologias na segurana de barragens e gerao de rejeitos.
Desde ento, na busca de recuperao de uma melhor reputao para a minerao e implantar maior segurana humana e ambiental na atividade, o IBRAM tem feito seminrios abordando os diversos aspectos da minerao, inclusive quanto o apoio aos municpios mineradores na adoo de programas de substituio da atividade e o emprego til dos recursos recebidos da Cefem (Compensao Financeira pela Explorao de Recursos Minerais). Com o royalty elevado a 3,5%, sobre a receita bruta, os municpios mineradores dobram suas receitas mas no investem em atividades substitutas da minerao, que  finita, ou seja, as minas se esgotam.
Os desastres de Mariana e Brumadinho mantm-se na memria, sentimentos e expectativas dos mineiros quanto a medidas de salvaguardas para evitar novas ocorrncias mas tambm quanto  evoluo da minerao, vocao de Minas Gerais e que gera riquezas econmicas e sociais essenciais ao mundo contemporneo. Municpios, entidades ambientais, entidades da sociedade civil, demandam novas tecnologias na formao e conteno de barragens, gesto de resduos, melhoria de licenciamentos ambientais, um maior compromisso das mineradoras quanto ao encerramento das minas e recuperao de reas degradadas, maior investimento nos municpios mineradores. Mas tambm amplia-se a conscincia de que a minerao, riqueza maior do Estado, poderia ter contribudo mais, no passado e no presente, para que o Estado alcance um estgio superior de desenvolvimento. Hoje, a minerao  60% das exportaes mineiras. S a vale j alcanou 407 milhes de toneladas em 2017, incluindo a produo de Mina Gerais e de Carajs, no Par. Em 2020 reduziu para cerca de 320 milhes, em decorrncia dos desastres de Mariana e Brumadinho e a diminuio de atividades dependentes de barragens perigosas. A exportao de minrio de ferro, com 62% de ferro, encerrou 2020 valendo US$ 160 a tonelada, em razo da retrao da produo internacional gerada pela pandemia. A China absorve cerca de 70% da exportao mineira. A exportao mineral representa pouco mais de 10% do PIB estadual e gera 100 mil empregos diretos e 150 mil indiretos (IBRAM/2020). Minas explora 182 minerais, o que revela a imensa diversidade mineral do seu subsolo. Mas o presidente do IBRAM, Wilson Blumer, afirmou em 2020 que o potencial mineiro  muito maior, faltando novas pesquisas geolgicas que descubram novas jazidas de minrio de ferro e outros minerais.
